Publicado nesta página, em
08/08/09.
Mídias onde o texto foi publicado
(pesquisa na Internet):
Revista Multidisciplinar Saber Acadêmico n. 7 (p.
227-228)- ISSN 1980-5950 - P. Prudente - SP (__/06/09)

Corte na carne!
Corte profundo!
Dane-se a dor!
Dane-se o mundo!
Sangue vermelho
escorre em vão;
tinge de rubro
o corpo e o chão.
Clamar por socorro
não é meu intento,
pois curo as feridas
com o fogo do tempo,
que queima, arde e estanca,
e se apaga com o vento.
Dano passageiro,
malgrado intenso.
O mundo é inocente
das coisas que penso.
Sou eu o errado,
irrequieto e tenso.
Onde está meu láudano?
Onde está minha cura?
Quem sabe na alma,
tornada alva e pura.
Contida a sangria,
que tanto me cansa,
quem sabe eu recobre
a fé e a esperança.
